Sobre o não autoritarismo do Méthodo e a ordem da serpente

A sessão de sexta mostra que o méthodo RES nada tem de autoritário — alguém poderia dizer que os assistentes de rés fazem as coisas “ do jeito de rés“ e isso poderia ser acusado de autoritarismo — porém a sessão de sexta, que seria o momento do auge das coisas “irem do jeito de RES”, não é assim: ela prova que esse jeito realmente não é “de RES”, mas estranho a ele, como se RES estivesse maestrando uma orquestra e seguindo uma partitura não escrita, invisível e totalmente imprevisível.

Talvez essa partitura — por mais que invisível — seja sim autoritária e realmente não conceda trégua — imbuída de desejo, é a serpente do paraíso que te alimenta — quando consegue-se avistá-la, ela já foi embora — vê-se, com seu rastro, que a porta do inferno é a mesma do céu.

Ccs, 15 de outubro de 2019

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